Naturalidade, alegria e profundo sentimento de adoração é o espírito com que toda pessoa convertida faz tudo o que o Senhor pede. Independentemente das circunstâncias ou da situação socioeconômica, três características se destacam no estilo de vida: compromisso com Deus, com o próximo e com a missão. Essa verdade deve nortear a teologia e os projetos de mordomia cristã no cumprimento de seus objetivos.
Compromisso com Deus – Ao descrever o comportamento da igreja da Macedônia em face da necessidade dos irmãos pobres da Judeia, a Palavra de Deus diz: “Não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (2Co 8:5). Aqui está o segredo: em primeiro lugar, nossa entrega a Deus.
O fato de darmos habitualmente o melhor de nosso tempo e energia para Ele na primeira hora de cada manhã, afeta nossa vida em todos os aspectos. Quem consagra a mente e o corpo a Deus recebe diariamente graça e misericórdia renovadas para atender às necessidades de cada dia. Isso faz a diferença, pois a misericórdia nos dá a convicção de que somos amados, e a graça cria o sentimento de inimizade contra o pecado.
Por meio da comunhão, os valores do Céu são implantados no coração e exteriorizados em tudo o que fazemos. Cumprimos os deveres diários com a “mente de Cristo” e com a visão do Espírito Santo. Assim, nos projetamos diariamente à luz da eternidade, com clara compreensão dos deveres para com Deus e o próximo.
Compromisso com o próximo – “Porque, no meio de muita prova e tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (2 Co 8:2). Quantas desculpas eles poderiam ter apresentado para não se envolverem nessa causa! Quando Deus é o primeiro, vemos as coisas na ótica dEle, e não na do ser humano comum.
Quando cada membro de nossa igreja desenvolver e consolidar o hábito de colocar Deus em primeiro lugar, veremos mais pessoas O adorando em espírito e em verdade; dizimando e ofertando, não por causa de pobreza ou necessidade, mas porque Deus é digno de honra e louvor. Veremos mais pessoas de todos os níveis adorando a Deus e cumprindo suas obrigações para com Ele e o próximo.
Por meio das bênçãos que Deus coloca nas mãos de Seus filhos, Ele sustenta a igreja e os necessitados. Quando cada pessoa atentar para isso, ninguém na igreja e na comunidade passará por problemas materiais. Ofertas abundantes serão trazidas e os crentes da igreja local e mundial serão atendidos, bem como os que ainda não fazem parte de nosso povo. Quando Deus é o primeiro, independentemente das circunstâncias socioeconômicas, há muita generosidade em nosso meio.
Compromisso com a missão – Inevitavelmente, o compromisso com Deus e com o próximo leva ao comprometimento com a missão. Os dízimos e as ofertas que levamos ao Senhor têm a marca da missão. Sem ofertas, como seria possível construir e manter o templo em que nos reunimos? Para onde levaríamos os novos conversos? Como iríamos adorar? Sem os dízimos, como poderiam nossos líderes e
guias espirituais se dedicar exclusivamente à oração, ao estudo da Palavra e à pregação?
Os que andam diariamente com Deus deleitam-se em adorá-Lo, de maneira fiel e sistemática, por meio dos dízimos e ofertas. Infidelidade não é questão financeira, mas espiritual. Quando não priorizamos a comunhão, nosso coração corrupto busca um substituto para ocupar o lugar de Deus.
“O povo de Deus é chamado para uma obra que requer dinheiro e consagração. As obrigações que sobre nós repousam nos trazem a responsabilidade de trabalhar para Deus até o máximo de nossa capacidade” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 35.)
Texto de autoria de Miguel Pinheiro Costa, diretor do Ministério de Mordomia Cristã e Saúde da Divisão Sul-Americana. Publicado na Revista Adventista de Janeiro/2011.